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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

THE BIG FOUR (Anthrax, Megadeath, Slayer e Metallica) - Sonisphere Festival (United Kingdom) 08 a 10/07/11.

Algumas Fotos 


Para iniciar a resenha da experiência em um dia de um dos maiores festivas europeus de Rock (etapa ocorrida na Inglaterra), não poderia deixar de fora a aventura que foi chegar em um país pela primeira vez sem ingressos e nem ter a idéia de como chegar na distante fazenda interiorana (Knebworth) em menos de 12 horas de abrirem-se os portões. Antes de voltar deprimido para o quarto de hotel com a melhor parte da viagem perdida, o contato com um taxista me salvou com a indicação da estação de trem onde pegaria a condução que me deixaria nas proximidades do evento. Até aí tudo bem, mas faltava o ingresso, o qual tentara comprar com 5 meses de antecedência mas sem êxito. Nunca imaginária que tudo seria tão fácil. Em um guichê sem filas antes da entrada principal consegui meu passaporte para o grande show do "The Big Four". Com grande estrutura e organização impecável em um dia de sol e temperatura agradável, pude percorrer um imenso percurso em uma multidão de barracas de camping e, depois de chegar ao grande palco após muitas lojas e bares a céu aberto, ao meio dia, me instalei em um ponto privilegiado da pista. Antes de iniciar a entrada do primeiro dos Grandes, o público europeu foi agraciado com uma formação jovem do antigo DIAMOND HEAD que, entre as novas músicas não poderia deixar de fora uma que influenciou o início de carreira dos anfitriões da festa (Metallica) -"Am I Evil ?" que movimentou a platéia que ainda pouco preenchia no imenso gramado. Após uma hora de show e mais uma de intervalo, às 16 horas e já com o pano de fundo destacando a capa do álbum "Among the Living" entraram o ANTHRAX com sua formação quase completa se não fosse pela ausência do mais louco deles, o guitarrista Scott Ian e sua careca e longa barba, porém, para surpresa dos raros brasileiros como eu, uma guitarra brazuca estava cobrindo este desfalque sem deixar nada a desejar, era o nosso representante Andreas Kisser que, entre os grande hits da banda como "Indians" e "Mad House" deu uma palhinha do "Refuse/Resist" do Sepultura fazendo a platéia sentir o peso de um Thrash mais agressivo do que estavam acostumados até aquele momento. Pelos telões laterais podia-se notar o tamanho da platéia crescendo com headbangers de todas as idades onde se destacavam uns poucos hilários com fantasias de super-heróis e personagens de histórias infantis. Mantendo uma seqüência de uma hora de show e meia de intervalo entrou a frente do grande pano que destacava uma adaptação da capa do "Endgame", o MEGADEATH que abrilhantou seu show com grandes músicas como "Symphony of Destruction" e "Holy Wars". O show foi espetacularmente técnico na atuação da guitarra de Dave Mustaine, porém sua presença de palco mais discreta e de cabeça baixa não contagiava o público na mesma proporção que seu som, realizando um momento de mais uma hora de forma mais apática. Para compensar o relaxamento do público entrou com muita propriedade Tom Araya com seu ar sarcástico para o delírio dos mais brutais headbangers. O SLAYER com sua logomarca de fundo e mais de 20 grandes caixas Marshall e a bateria de Dave Lombardo, ou melhor dizer Lombrado (de volta) no meio fez tudo estremecer com os pedias duplos mais rápidos do dia. Espetaculares atuações de "Dead Skin Mask", "Chemical Warfare", "Raining Blood", com entrada de "Disciple" e incrível destaque da melhor de todas: "Angel of Death", onde, por incrível que pareça, Tom Araya conseguiu expelir aquele grito de entrada que a um bom tempo não arriscava mais, Kerry King e sua barba amarrada e velho bracelete de pregos enferrujados e o excelente guitarrista GaryHolt (Exodus). Por volta de uma 20 horas e meia da noite e muito aperto em um mundo de espaço, um novo telão (além dos laterais que já existiam) abriu-se no meio do grande palco com um trecho do filme de faroeste "O Bom, o Mau e o Feio" e a trilha sonora "The Ecstasy of Gold", introdução que os donos do dia usam a cerca de três anos. Eram o METALLICA entrando em grande estilo e sofisticação de efeitos especiais que não foram dispostos aos demais. De entrada foram logo com umas de suas grandes :"Hit the Lights" relembrando os primórdios de sua carreira. Meteram logo em seguida "Master of Puppets" e a linda viagem do ponto central mais lento da música. Utilizaram de todos artifícios com lança chamas e fogos. Me surpreenderam com uma das melhores :"Sanatarium" e a instrumental "The Call of Klutulu", as quais acreditava que iriam deixar de fora. Já às 21:30 quando começava a escurecer, abusaram dos efeitos com a entrada de "One" (quase explodiram todo o palco). Muito fogo com "Fight Fire With Fire" e um banho para esfriar em uma viagem alucinante com "Fade to Black". E assim foi por diante com "Battery", "For Whom the Bell Tolls" entre outras que não consigo recordar agora, porém não menos fantásticas. Uma noite inesquecível para qualquer 
 Por Rodrigo Smith- Colaborador






Um comentário:

ouvir-o-peso disse...

Resenha de Rodrigo Smith

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